Presidente Carlos Abreu fala sobre projetos e do Complexo do clube

Foto: André Capão

Na terça-feira(14) publicamos a primeira parte da entrevista do Presidente do Americano, Carlos Abreu, hoje estamos publicando a segunda parte da entrevista. Nessa segunda parte, Abreu fala sobre os projetos que o Americano vem desenvolvendo na parte ideológica, cultural e estrutural do clube.

Abreu falou com propriedade sobre todos os temas abordados na entrevista e demonstrou muita segurança e acima de tudo, confiança no trabalho que vem sendo desenvolvido pela diretoria, para fazer o Americano voltar a crescer de forma sustentável, com organização, planejamento e inovação.

Confiram agora tudo que foi dito pelo presidente nessa entrevista exclusiva que ele gentilmente concedeu ao Esporte Campos.

O que é Americano Clube Cidadão?

Carlos Abreu: Essa é uma plataforma de toda a diretoria, a gente não concebe a ideia de uma entidade que contrate profissionais e não os remunere da maneira correta, que não pague, que não tenha a visibilidade e a responsabilidade com o que faz na cidade e região, e ser um clube cidadão é isso, é olhar para o futuro e ver as crianças, cativar os pais, fazer um trabalho sério, ordenado, eu costumo dizer que, nas categorias de base, o ônibus que vai levar eles para jogar no Rio por exemplo, tem que ser o ônibus que o meu filho iria, não posso fazer nada diferente disso, o caminho para chegar no meu CT, eu não gosto de ver criança no meio da rua, sem os pais, sem estar na escola, o Americano chegou em Guarus, que é uma cidade, tem quase 200 mil habitantes e nós temos um grande sonho de reformular Guarus, sobretudo sobre os índices de violência que temos visto, o Americano vai fazer um grande papel nos próximos anos ajudando a população que reside em Guarus.

 

Como está o projeto da literatura Alvinegra

Carlos Abreu: Nós estamos iniciando alguns projetos que tínhamos em mente, o primeiro que está saindo é o livro infantil contando a história do Americano, que está a cargo do jornalista, amigo e torcedor do Americano, Cássio Peixoto, estamos bastante empolgados com esse projeto, ele já iniciou o projeto do livro que conta a história do americano, mas com uma literatura adulta, enfim há um grupo que já está vendo fotos e toda a vasta história que o americano tem. E ainda tem para Ano que vem, para o campeonato, um álbum de figurinhas do Americano, vamos fazer um álbum com uma vertente um pouco diferente, com sorteio de camisas, de ingressos, de bicicletas, assim resgatando um pouco aqueles álbuns de figurinhas que existiam no passado, que tinham sorteio, bonificação, nós temos que movimentar isso e estamos muito felizes por estar desenvolvendo esses projetos aqui no Americano.

“O Americano é nacional, isso é inegável.Temos que começar a fazer agora, isso é planejar e organizar o clube”

Qual é o recado para o torcedor com relação a participação dele no Timemania?

Carlos Abreu: Estamos iniciando esse projeto, já temos uma comissão vendo isso, nós estamos entrando forte a partir de janeiro, em 2018 vai ter uma competição que a gente vai fazer com os outros 79 clubes que estão no Timemania para que a gente possa se ranquear melhor, e com isso o Americano  vai sair de um de um índice de recebimento das verbas, para um outro patamar, três vezes maior, mas isso só vai acontecer, se o torcedor realmente nos ajudar nessa alavancada do Timemania, colocar o Americano como o time do coração, enfim, esperamos poder fazer isso, porque o Americano é nacional, isso é inegável, na relação de apostadores que saem no Timemania, tem apostador de todo canto do país, é uma coisa impressionante, a média do Americano é trinta mil apostadores, isso é uma coisa surpreendente, não é só em Campos, é no Brasil todo e a gente tem um potencial absurdo para crescer e vamos trabalhar nisso, porém é um planejamento a longo prazo, porque apesar da gente começar o trabalho agora, esses benefícios só virão a partir de Janeiro de 2019, mas temos que começar a fazer agora, isso é planejar e organizar o clube, queremos que cada casa lotérica da cidade e da região a gente tenha algum material de marketing falando do Americano e do Timemania.

 

Como está a tratativa com a empresa que está fazendo as obras do complexo do Americano, o Estádio será entregue no final de 2018?

Carlos Abreu: A realidade hoje é que a obra está bem devagar, por todo o contexto econômico da região temos que ser transparentes, mas trabalhamos com o cronograma que é entregar o Estádio no final de 2018 e todo o complexo até março de 2019, para isso, foi nomeada uma comissão, que a partir de agora vai além de fiscalizar, terá um calendário de reuniões para ir acompanhando e organizando, tem por exemplo a questão do entorno do estádio que a gente não pode esperar o estádio ficar pronto para depois resolver, tem que ter ponto de ônibus, tem que ter uma série de questões que envolvem a massificação da região, o local ali terá que ter uma realocação, a entrada para ter acesso ao estádio terá que ser desapropriada, tudo isso já faz parte do projeto aprovado pelo município e vamos desde já conversar com o poder público, já fizemos uma reunião com o Prefeito, ele entendeu a nossa preocupação e está receptivo em agilizar essas questões. Existe um contrato, com prazo estipulado, contém severas multas em caso de descumprimento e é com essa data que estamos trabalhando, até para tranquilizar a nossa torcida, nós vamos cobrar, acompanhar para que tudo esteja pronto até março de 2019.

 

Existe algum projeto de ampliação da capacidade do estádio que será construído?

Carlos Abreu: Sem dúvida, o projeto inicial é de 8 mil torcedores, podendo chegar a 10 mil se em alguns locais retirar as cadeiras, o projeto do estádio é em “U”, e existe um projeto para fechar todos os lados, evidentemente isso será num outro momento, pois será uma obra que vai competir ao Americano e para isso precisamos evoluir dentro de campo, com acesso no carioca, Campeonato Brasileiro, que é a nossa ideia, a não ser que os esforços que estamos fazendo agora surtam efeito, na próxima semana iremos receber a visita de um grande empresário do Rio, e há a possibilidade de transformar o estádio numa arena e levar o nome dessa empresa, num processo que é muito comum no marketing esportivo que chamamos de  Naming Rights e talvez a gente consiga, é um estádio novo, próximo a uma BR, num fluxo Rio – Espírito Santo.

Mais uma vez agradecemos ao presidente Carlos Abreu pela maneira como nos recepcionou em sua residencia, desejamos ao Americano muito sucesso em todos os seus projetos.

Após as entrevistas de Marcinho do Campos e Carlos Abreu do Americano, a próxima entrevista será com o presidente do Goytacaz, Dartagnam Fernandez, que será publicada nos próximos dias, aguardem.

Por Marcelo Pereira e Arnaldo Garcia – Esporte Campos
Fotos: André Capão – Esporte Campos